Alta Espionagem (Agente 3S3: Passaporto per l’inferno, 1965), Sergio Sollima

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Com uma carreira já estabelecida como escritor e roteirista, onde explorou predominantemente o prolífico ciclo dos pepla italianos, Sergio Sollima assumiu a cadeira de diretor em 1965 para ajudar a cunhar um novo filão que os italianos explorariam até a última gota por pelo menos dois anos: os filmes de espionagem (mais popularmente conhecidos como eurospy) e seus agentes com codinomes cujas intermináveis combinações de números e letras sempre remetiam ao famoso colega a serviço da Coroa Britânica.

Agente 3S3: Passaporto per l’inferno possui todas as idiossincrasias do gênero – as locações cosmopolitas, a (então parcial) nudez gratuita de belas mulheres, armas inusitadas e, é claro, uma trama repleta de intrigas internacionais – apimentados pela considerável dose de cinismo que distinguia às produções italianas das demais.

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O enredo de Agente 3S3: Passaporto per l’inferno tem início quando a CIA, após ter uma de suas agentes assassinadas em circunstâncias misteriosas, decide, com o aval soviético, enviar seu principal homem à Áustria para investigar o paradeiro de Henry Dvorak, um ex-espião durante a Segunda Guerra, e que os americanos acreditam ser o cérebro de uma organização responsável pelo crime. A perigosa missão fica a cargo de Walter Ross (impecavelmente interpretado por Giorgio Ardisson), o agente 3S3, que deverá localizar e se envolver com a filha de Dvorak, e, assim, descobrir os reais motivos do grupo criminoso.

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Um pecado o fato de que que a cópia utilizada para a resenha tenha sido o VHS holandês, que embora aparentemente sem cortes, seja enormemente prejudicada por um pan&scan em tela cheia que destrói as composições originalmente elaboradas por Sollima, e uma qualidade de imagem que nem de longe faz jus ao trabalho de fotografia do genial Carlo Carlini. Tecnicidades à parte, Agente 3S3: Passaporto per l’inferno é diversão pura e um dos clássicos do gênero, além de prova irrefutável do talento de Sollima, que seria mais tarde mundialmente reconhecido.

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Uma curiosidade: Dois anos após seu lançamento, Agente 3S3: Passaporto per l’inferno ganhou uma refilmagem dirigida por Takumi Furukawa (lançada pelos estúdios Shaw Brothers com o título Hei ying), que recria com uma fidelidade praticamente “cena a cena” o filme de Sollima.

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por Rogério Ferraz

5 thoughts on “Alta Espionagem (Agente 3S3: Passaporto per l’inferno, 1965), Sergio Sollima

  1. Esse filme – ALTA ESPIONAGEM, eu me lembro, quando o vi no cinema e já fazia muito tempo que eu andava sprocurando por ele, mas não conseguia identificar o seu título original.

    Vamos ter que garimpar por aí, agora!

    Janclerques

    • O Filme já baixei, falta localizar a legenda em português para baixar. Se alguem souber por favor me informe o link ou mando para meu Gmail.

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