O Dia da Desforra (La Resa dei Conti, 1967), Sergio Sollima

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A primeira vez que eu vi um filme do Sergio Sollima foi no saudoso tempo das VHS. Era Quando os Brutos se Defrontam (67) numa cópia em VHS dublada e com fullscreen assassino da Reserva Especial. Mesmo assistindo essa cópia péssima, fiquei impressionado com a gradual mudança de comportamento sofrida pelo personagem do excelente Gian Maria Volonté. Deve continuar sendo um filmaço, um dia eu o verei de novo.

Na busca por filmes do diretor, acabei conferindo O Dia Da Desforra. A trama principal do filme tem início quando Jonathan Corbett (Lee Van Cleef, num de seus melhores papéis) topa de imediato perseguir um exímio atirador de facas mexicano Cuchillo Sanchez (Tomas Milian, maravilhoso), quando passa a saber numa típica festa da alta sociedade local patrocinada por Brockston (Walter Barnes) que o sujeito é acusado de violentar e matar uma menina de 12 anos. Cuchillo não se demonstra nada difícil de ser encontrado, só que ele sempre arranja uma maneira de fugir por causa da sua invejável esperteza, enquanto o pistoleiro continua tentando botar as mãos nele.

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Corbett é um dos papéis que justificam por completo a predileção de Van Cleef em continuar trabalhando na Itália ao invés dos Estados Unidos, nesse grande e prolífico tempo do cinema italiano que foi a explosão dos Spaghetti Westerns. Mas cá entre nós, o filme pertence a Tomas Milian. Difícil imaginar outro ator daquela época compondo melhor esse ótimo e ambíguo personagem. O sujeito é tão carismático e palhaço que o espectador fica indeciso se torce para ele ser pego ou não, mesmo sendo acusado de um crime tão hediondo.

Além de ser um programaço para qualquer fã, que irá reconhecer faces familiares dos velhos tempos do bangue-bangue italiano (Gerard Herter, Fernando Sancho, Nello Pazzafini, Benito Stefanelli e Lorenzo Robledo), O Dia Da Desforra também possui uma grande e válida crítica aos valores sociais daquela época que é feita sem prejudicar o entretenimento. Os vários momentos antológicos como a rápida estadia de Cuchillo na fazenda de uma viúva cobiçada pelos seus capangas, a “picada” da cobra e os duelos finais conseguem ficar ainda mais memoráveis por terem a marcante trilha do genial Ennio Morricone, que faz uso de Pour Elise, composta por Beethoven, num deles. Não se deve deixar de assistí-lo em widescreen, porque a condução de Sergio Sollima é bem auxiliada pela fotografia de Carlo Carlini, com belíssimos ângulos e enquadramentos. O Dia Da Desforra é um clássico que merece ser mais conhecido e tenho certeza de que ele apenas irá melhorar com uma revisão por causa da riqueza dos seus detalhes. Só não leva nota 10, porque poderia acabar uns minutinhos mais tarde, hehe.

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PS: O título nacional do filme inspirou Heráclito Maia a nomear o seu antigo blog, o Blog da Desforra. Agradecimentos especiais a ele e Otávio Pereira, que me deram uma forcinha para conseguir o filme.

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por Osvaldo Neto (texto publicado originalmente em seu blog,

adaptado para O Dia da Fúria)

25 thoughts on “O Dia da Desforra (La Resa dei Conti, 1967), Sergio Sollima

  1. TEXTO DO HERACLITO MAIA SOBRE O SEU ANTIGO BLOG:

    “Me perguntaram: “Porque Blog da Desforra?”. O nome é uma homenagem ao filmaço O DIA DA DESFORRA (La Resa dei Conti, 1967), de Sergio Sollima, um de meus prediletos.
    Reproduzo abaixo um texto que escrevi anos atrás na lista de discussão Canibal Holocausto:
    Sergio Sollima foi crítico de cinema, apaixonado por cinema americano (chegou a escrever um livro sobre o assunto) e seus primeiros filmes foram de espionagem (AGENTE ESPECIAL 353 e AGENTE 353 – ALTA ESPIONAGEM). Realizou também policiais vigorosos (CIDADE VIOLENTA e RAPTORES EM AÇÃO), um giallo (O CÉREBRO DO MAL) e aventuras (O CORSÁRIO NEGRO e SANDOKAN – O TIGRE DA MALÁSIA). Mas foi com sua trilogia western, que Sollima atingiu o ápice de sua criatividade, nos extraordinários LA RESA DEI CONTI (O Dia da Desforra), FACCIA A FACCIA (Face a Face – Quando os Brutos se Defrontam) e CORRI, UOMO, CORRI (Corre Homem Corre), todos estrelados pelo cubano Tomas Milian, o eterno anti-herói do terceiro mundo.
    Assisti LA RESA DEI CONTI, numa bela cópia em widescreen, e fiquei encantado. Co-estrelado por Lee Van Cleef, o filme conta a história de um pistoleiro casca-grossa, Jonathan Corbett (Cleef), sondado por um grupo de burgueses para se tornar político em Washington, que aceita como provável último trabalho capturar Cuchillo Sanchez (Milian), um mexicano vagabundo acusado de violentar e matar uma garotinha. Após uma longa e penosa perseguição, em que Corbett come o pão que o diabo amassou e vai parar no México, ele começa a desconfiar que Cuchillo possa ser inocente, e que o verdadeiro culpado seja um dos mandantes pela captura do pobre mexicano. Após descobrir quem, Corbett auxilia Cuchillo a eliminar o verdadeiro assassino.
    Parece simples, mas por trás disto temos uma série de elementos muito bem explorados: “coragem, lealdade, crueldade, injustiça, amizade e amor” (palavras do próprio Sollima), e uma galeria de personagens que são apresentados durante a perseguição/investigação de Corbett, como uma fazendeira que se diverte fazendo jogos sexuais com os homens que aparecem em sua propriedade, um frade ex-pistoleiro, um lunático oficial alemão especialista em armas e duelos, a esposa prostituta de Cuchillo, etc. Os personagens de Cleef e Milian possuem uma grande profundidade (e suas atuações estão impecáveis), a dramaticidade e o humor são dosados na medida certa, e a trilha de Ennio Morricone é perfeita como sempre, fazendo de LA RESA DEI CONTI uma obra-prima no mesmo nível dos melhores filmes dos outros dois Sergios, Leone e Corbucci.

    Curiosidade sobre LA RESA DEI CONTI:

    – O nome Cuchillo foi inspirado num personagem menor presente em POR UNS DÓLARES A MAIS. Milian voltou a interpretar Cuchillo no capítulo conclusivo da trilogia de Sollima, CORRE HOMEM CORRE.

  2. “Sergio Sollima stated that Tomas Milian’s character,Cuchillo is based on Mifune’s character,Kiuchiyo in The Seven Samurai.”

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    É isso aí, Kurosawa em todas!

  3. Texto original do Osvaldo/vaeveja:

    O DIA DA DESFORRA (La Resa dei Conti, 1966)

    “2006 está sendo bem positivo para mim, como fã de cinema. Apesar de não ter curtido tanto os lançamentos nos cinemas como no ano passado, eu estou vendo vários filmes bacanas que sequer tinha idéia de que seriam tão legais e outros queria conferir faz um bom tempo. TRAGAM-ME A CABEÇA DE ALFREDO GARCIA foi um deles e nesse último final de semana tive o grande prazer de assistir O DIA DA DESFORRA, um clássico dos faroestes italianos dirigido pelo talentosíssimo Sergio Sollima.

    Preciso urgentemente ver mais filmes deste diretor. Só me lembro de ter visto FACE A FACE há exatos 7 anos atrás numa cópia em VHS dublada e com fullscreen assassino da Reserva Especial. Isso não me impediu de ficar impressionado com a grande mudança de comportamento sofrida pelo personagem do excelente Gian Maria Volonté. Ele deve mesmo ser um filmaço, como os amigos Otavio Pereira e Heraclito Maia fazem questão de afirmar. Aliás, Heraclito batizou o seu querido Blog da Desforra em homenagem a este filme que aqui comento e foi através do Otavio no Cineitalia que adquiri uma cópia dele em DVD-R.

    A trama principal de O DIA DA DESFORRA tem início quando Jonathan Corbett (Lee Van Cleef), um famoso caçador de recompensas com aspirações políticas, que topa de imediato perseguir um exímio atirador de facas mexicano Cuchillo Sanchez (Tomas Milian, simplesmente maravilhoso), quando passa a saber numa típica festa da alta sociedade local patrocinada por Brockston (Walter Barnes) que o sujeito é acusado de violentar e matar uma menina de 12 anos. Cuchillo não se demonstra nada difícil de ser encontrado, só que ele sempre arranja uma maneira de fugir por causa da sua invejável esperteza, enquanto Corbett continua tentando botar as mãos nele.

    Lee Van Cleef é o primeiro nome do elenco e está muito bem interpretando Corbett, um dos ótimos papéis que justificam a predileção deste ator em continuar trabalhando na Itália, mas o filme é mesmo de Tomas Milian. O cubano encarna Cuchillo com uma bela e inesquecível desenvoltura em sua atuação. Não consigo nem imaginar alguém compondo melhor esse ótimo e ambíguo personagem. O sujeito é tão carismático e palhaço que o espectador fica indeciso se torce para ele ser pego ou não, mesmo sendo acusado de um crime tão hediondo. Eu já era fã do Tomas Milian antes e agora fiquei mais ainda ao vê-lo neste que foi o papel que o consagrou.

    Além de ser um programaço para qualquer fã de bangue-bangue italiano que irá reconhecer faces familiares dos filmes do período (Gerard Herter, Fernando Sancho, Nello Pazzafini, Benito Stefanelli e Lorenzo Robledo), O DIA DA DESFORRA também possui uma grande e válida crítica aos valores sociais daquela época que é feita sem prejudicar o entretenimento. Os vários momentos antológicos como a rápida estadia de Cuchillo na fazenda de uma viúva cobiçada pelos seus capangas, a “picada” da cobra e os duelos finais conseguem ficar ainda mais memoráveis por terem a marcante trilha do genial Ennio Morricone, que faz uso de “Pour Elise” composta por Beethoven num deles. Não se deve deixar de assistí-lo em widescreen, porque a condução de Sergio Sollima é bem auxiliada pela cinematografia de Carlo Carlini, que apresenta belíssimos ângulos e enquadramentos. O DIA DA DESFORRA é um ótimo filme que merece ser mais conhecido e tenho certeza de que gostarei mais dele quando o rever por causa da riqueza dos seus detalhes. Só não dou nota 10 para ele, pois preferia que a duração fosse maior hehehe.”

    Fonte:
    http://vaeveja.blogspot.com/2006_09_01_archive.html

  4. LEE VAN CLEEF’S “THE BIG GUNDOWN” –
    THE RESTORATION OF A SPAGHETTI WESTERN CULT CLASSIC IN CINEMA RETRO #13
    Cinema Retro issue #13 is now shipping to all subscribers. Among the other great features in the latest issue is entertainment journalist Bruce R. Marshall’s fascinating story behind Lee Van Cleef’s 1960s cult western The Big Gundown. At this point in his career, Van Cleef was relishing the fact that Sergio Leone’s two Dollar westerns had rescued him from financial catastrophe when he could not longer find suitable work in Hollywood. Unlike Clint Eastwood, however, Van Cleef was happy to continue on in the Spaghetti Western genre, making films of varyiing degrees of quality, but always maintaining his position as one of Europe’s top movie stars. His 1968 western The Big Gundown teamed him with another popular star of the genre, Tomas Milian under the direction of Sergio Sollima. The film stood out as being a cut above the rest of the pack, but what most fans don’t realize is that the movie they’ve seen is probably not the original, far superior version. In his article for Cinema Retro, Bruce R. Marshall takes a comprehensive and fascinating look at a grass roots effort to restore this movie to its original glory. Marshall interviews a fan who goes under the name of Franco Cleef whose interest in the film has lead him to approach Columbia/Sony about investing in an official restoration of crucial scenes that were cut. However, the film’s cachet is not commercial enough to interest Hollywood. Thus, Cleef has taken it upon himself to painstakingly piece together the most complete English -language version of the film possible, using disparate sources to find the relevant footage. (An official restored version of the film has been released in Germany by Kochmedia-dvd.com, but it does not have an English soundtrack.)

  5. Ensaio do Rafael Hansen Quinsani
    do blog:

    http://dollarirosso.blogspot.com/2006/08/la-resa-dei-conti-1966.html

    ***
    Tuesday, August 15, 2006
    La Resa dei Conti – 1966

    O dia da Desforra (Brasil)
    The Big Gundown (EUA)
    Direção: Sergio Sollima
    Com: Lee Van Cleef, Tomas Milian, Walter Barnes, Nieves navarro e Gerhard Herter

    Texto por Rafael Hansen Quinsani:

    No Spaghetti Western destacaram-se três grandes “Sergios”: Sergio Leone, Sergio Corbucci e o não menos genial e provocador Sergio Sollima. Em 1966 quando realizou LA RESA DEI CONTI (um ano antes de Face a Face), Sollima inseriu inovações ao abordar temas políticos e também ao inserir novas formas de duelo neste filme. Ambos os fatores são marcados, por vezes expostos, por vezes mais subliminares pelo paradigma da fronteira e sua influência nos indivíduos.
    O personagem Corbett (Lee Van Cleef) nos é apresentado primeiro no meio político e burguês para depois ser inserido no “oeste”. Um poderoso capitalista oferece apoio a Corbett para sua candidatura ao Senado em troca da captura do mexicano Cuchillo Sanchez (Tomas Milian) que pode ameaçar seus planos de construir uma ferrovia ligando o México ao Estados Unidos. A ferrovia visto como elemento de expansão da fronteira, elemento chave e norteador de Era uma vez no oeste fica em segundo plano em LA RESA DEI CONTI para ressaltar como a fronteira influencia o meio social e a constituição do comportamento dos indivíduos. Logo no início do filme, quando os capitalistas fazem o acordo com Corbett, eles se referem ao mexicano como um vagabundo ao qual só sentem desprezo. O poder dessas pessoas fica destacado quando eles entregam a estrela de xerife a Corbett. Num lugar longínquo o Estado se subtrai ante o personalismo de certos indivíduos que se adaptam ao meio e ao “sistema” que este impõe. E para acentuar ainda mais as diferenças, Sollima transpõe seu olhar do ambiente burguês para um povoado mexicano, destacando as diferentes condições de vida. Mesmo quando não visualizamos o personagem Cuchillo Sanchez, fica apontada sua esperteza ante um formalismo do americano e quando visualizamos o mexicano temos sua risada estridente e um tom caricatural. Uma clara diferenciação que traz a ambigüidade presente na fronteira: um tom pejorativo e certa elegia ao elemento que fica “do outro lado”. Esta ambigüidade também se faz presente pelo caráter europeu dos realizadores do filme, que traz a necessidade de olhar e resgatar os elementos do Terceiro Mundo e refletir sobre o processo de descolonização e a atuação da Europa nos séculos precedentes. Uma crítica também se faz presente, pois o personagem europeu do filme, um Barão, se alia com os americanos e apresenta uma postura fria e elitizada que o diferencia das culturas americana e mexicana.
    Nesta relação de dois mundos entrelaçados fica destacada a atitude impositiva e expansionista americana, quando Corbett prestes a entrar em solo mexicano diz que “- o que vale é a lei de seu país”, mas é avisado que se atravessar a fronteira a questão se transforma em um assunto pessoal. Para Corbett, Cuchillo é um assassino que deve ser enquadrado no seu mundo e ele não consegue perceber e aceitar a diferença cultural. Isto é destacado quando na prisão Cuchillo canta a mesma música que o guarda (uma pequena, mas peculiar participação do grande Fernando Sancho) e apesar de estar preso como Corbett, a identidade cultural é diferenciada, bem como sua forma de atuação naquela situação.
    Contudo, a fronteira não deixa de modificar o próprio Corbett, quando ele rouba o cavalo de uma família agredindo um homem. Temos uma modificação dos traços individuais e também coletivos, pois os poderosos mobilizam o “seu exército” para perseguir Cuchillo Sanchez. Novamente o Estado e as instituições não se fazem presentes.
    Sollima insere um tom mais bizarro nas cenas em que Cuchillo se esconde numa fazenda dominada por uma mulher autoritária e sadomasoquista. Com os agitados anos 1960 e a Revolução feminina, a personagem de Nieves Navarro exprime a revolta e o enfrentamento do mundo masculino, mas o filme aponta o despreparo para essa autonomia, quando ela pede a Corbett que não a deixe sozinha. Devemos destacar a inserção da história no século XIX, mas não podemos esquecer da possibilidade do viés masculino ainda predominante e uma possível reação apontada pelas lentes de Sollima. O filme apresenta dois duelos peculiares para um Spaghetti: quando Cuchillo enfrenta um touro e quando embate-se com os americanos onde ele não usa armasn de fogo, mas uma faca. Quando Corbett descobre que a morte de Cuchillo era desejada por que ele assumiu a culpa pela violação de uma menina para encobrir o genro do poderoso capitalista, Corbett dá a esse a chance de enfrentar seus algozes. Numa cena memorável, Cuchillo caminha pelas montanhas e emerge “do deserto”, onde os ângulos dão uma supra-dimensão ao mexicano, mas também mostra a grandeza do ambiente e a pequenez do ser humano. Duas dimensões que se imbricam, como a relação entre Cuchillo e Corbett, mas entre esses os caminhos a seguir são diferentes e ainda não conseguem se encontrar.
    Ainda indisponível em DVD no Brasil.”

    ****

    Bem…agora disponível em DVD, conforme já notificado pelo Herax. O filme saiu aqui no dia 15/04/09.

  6. esse filme deve ser muito bom, é uma pena que eu ainda não achei um meio de assisti-lo e que ainda não tenha sido lançado em DVD por aqui, mas quem sabe?

  7. Top 20:
    O Dia da Desforra esta em setimo lugar com 218 pontos, sendo que na frente estão os 4 principais do Leone e 2 do Corbucci: Django e o Vingador Silencioso:

    01. The Good, the Bad & the Ugly (555 points)
    02. Once Upon a Time in the West (488 points)
    03. For a Few Dollars More (477 points)
    04. The Great Silence (330 points)
    05. A Fistful of Dollars (316 points)
    06. Django (225 points)
    07. The Big Gundown (218 points)

    08. The Mercenary/A Professional Gun (142 points)
    09. Companeros (134 points)
    10. A Fistful of Dynamite/Duck, You Sucker! (129 points)
    11. Death Rides a Horse (124 points)
    12. (tie) Face to Face (107 points)
    13. (tie) A Bullet for the General (107 points)
    14. My Name is Nobody (79 points)
    15. Django, Kill… If You Live, Shoot! (68 points)
    16. Day of Anger (64 points)
    17. Cemetery without Crosses (49 points)
    18. (tie) Keoma (43 points)
    19. (tie) Sabata (43 points)
    20. Mannaja (41 points)

    http://www.spaghetti-western.net/index.php/Essential_Top_20_Films

  8. Nos tops no site do fatmandan.de, o filme esta na frente do Django (em 6):

    The good the bad and the ugly / Il buono, il brutto, il cattivo
    For a few Dollars more / Per qualche Dollari in più Once upon a time in the West / C’era una volta il West
    The Great Silence / Il grande Silenzio
    A fistful of Dollars / Per un pugno di Dollari
    The Big Gundown / La resa dei conti
    Django
    Face to Face / Faccia a faccia
    Death rides a Horse / Da uomo a uomo Companeros / Vamos a matar, companeros
    A Bullet for the General / Quien sabe?
    A fistful of dynamite / Duck you sucker / Giù la testa
    The Mercenary / A professional gun / Il mercenario
    Keoma
    Day of anger / I giorni dell’ira
    Django Kill / Se sei vivo spara
    The Return of Ringo / Il ritorno di Ringo
    My Name is Nobody / Il mio nome è Nessuno
    Sabata
    Run man run / Corri uomo corri

    ****

    sendo que Face a Face vem logo em oitavo (8), logo atrás do “Django”. O interessante é que “Run man run” / “Corri uomo corri” ficou em vigésimo (20) na frente dos classicos:

    Cemetary without Crosses / Une corde, un colt
    Blindman
    The Hellbenders / I crudeli (do Corbucci)
    If you meet Sartana,… / Se incontri Sartana… prega per la tua morte
    Navajo Joe
    Tepepa (este também com o ator T. Millian)
    Bounty Killer / Ugly ones / Precio de un hombre (também o T. Millian)
    Django the Bastard / Django il bastardo
    Light the fuse, Sartana… / Gunman in town / Una nuvola di polvere…
    Massacre Time / Tempo di massacro
    A Man called Blade / Mannaja
    $ 10000 blood money / 10.000 Dollari per un massacro
    I am Sartana, your angel of death / Sono Sartana, il vostro becchino
    A Pistol for Ringo / Ballad of Death Valley / Una pistola per Ringo
    Johnny Yuma
    Bandidos
    They call me Trinity / Lo chiamavano Trinità Kill and pray / Requiescant
    The forgotten Pistolero / Il pistolero dell’Ave Maria
    A Bullet for Sandoval / Los desesperados
    God forgives… I don’t / Dio perdona… Io no
    Adios Sabata / Indio Black
    Price of Power / Il prezzo del Potere
    Have a good funeral… / Buon funerale, amigos! And God said to Cain / E Dio disse a Caino
    Any Gun can play / Vado… l’ammazzo e torno
    Ace High / I quattro del Ave Maria
    Five man army / Esercito di cinque uomini
    Blood at Sundown / $ 1000 on the black/ Mille Dolari sul nero
    Viva Django / Preparati la bara
    Cut-Throats Nine / Condenados a vivir
    The man from nowhere / Arizona Colt
    Trinity is still ma name / …continuavano a chiamarlo…
    For 100.000 $ per killing / Vengeance is mine / Per 100.000 Dollari t’ammazzo

  9. Filmografia com nome dos diretores
    Lee Van Cleef-
    09.01.1925 in Somerville New Jersey/USA
    16.12.1989 Oxnard California/USA.

    Spaguetti Western’s:

    For a few dollars more 1965 (Sergio Leone),The good the bad & the ugly 1966 (Sergio Leone), The big gundown 1966 (Sergio Sollima), Death rides a horse 1967 (Giulio Petroni), Day of anger 1967 (Tonino Valerii), Beyond the law 1967 (Giorgio Stegani), Sabata 1969 (Gianfranco Parolini), El Condor 1970 (John Guillermin), Barquero 1970 (Gordon Douglas),Captain Apache 1971 (Alexander Singer), The return of Sabata 1971 (Gianfranco Parolini), Bad mans river 1971 (Eugenio Martin), The grand duell 1972 (Gianfranco Santi), The stranger & the gunfighter 1974 (Antonio Margheriti), Take a hard ride 1975 (Antonio Margheriti), Gods Gun 1976 (Gianfranco Parolini), Kid vengeance 1976 (Joseph Manduke).

  10. Arma do Barão Walter Barnes (Baron von Schulenberg ):

    Baron von Schulenberg’s Revolver is a a pinfire revolver in the style of Eugène Gabriel Lefaucheux from France. Eugène and his dad were two of the most influental gun inventors, but especially in the English speaking countries really underrated. Millions of these, sometimes cheap, sometimes expensive different models, were made between 1850 and 1875. Von Schulenberg’s holster is modified for a ‘swifter’ draw.

    http://spaghettiwesterns.1g.fi/guns.htm

  11. Sinopse do filme retirada de um site em homenagem ao Van Cleef: The Bad!

    1967 – 90 minutes – Western
    Cast:
    Lee Van Cleef………………………………….Corbett
    Tomas Millian…………………………………Cuchillo
    Walter Barnes……………………………..Brockston
    Director:
    Sergio Sollima
    Synopsis:
    Brokston, an influential Texas railroad speculator, offers to help lawman Jonathan Corbett with his bid to enter politics if Corbett captures a Mexican outlaw Cuchillo, who is suspected of raping and murdering a young girl.
    Corbett traces Cuchillo to a Mormon camp, to a ranch belonging to a sadistic widow, to a jail where he is; in custody of an uncomprehending sheriff, and to a brothel — but the wiley Mexican escapes each time. When Corbett eventually captures Cuchillo, he is tricked into believing that he has been bitten by a snake and that he must untie Cuchillo so that Cuchillo can draw out the poison. Although Cuchillo now has the opportunity to kill Corbett, he leaves him unharmed, choosing only to make his escape.
    As Corbett begins to doubt Cuchillo’s guilt, he is joined in his search by Brokston’s son-in-law. When the two men trap Cuchillo in the desert1 it becomes apparent to Corbett that the son-in-law is the rapist-murderer and that Cuchillo was merely a witness to the crime. Forgetting his animosity toward the fugitive, Corbett allows the two men to attack each other. Cuchillo stabs his adversary in the forehead, and Corbett kills Brokston. Cuchillio and Corbett are now friends, but each decides to go his own way and they ride off separately.

    Confiram, vocês vão gostar:

    http://www.thebad.net/

  12. Texto do Rodrigo Carreiro:

    O mais célebre fanático por faroestes espaguete, Quentin Tarantino, não se cansa de louvar a boa qualidade dos cineastas italianos (e espanhóis) que surgiram no rastro do sucesso dos filmes estilizados de Sergio Leone, nos idos da década de 1960. “O Dia da Desforra” (La Resa dei Conti, Itália/Espanha, 1966) apenas confirma a opinião do diretor de “Pulp Fiction”. Realizado por Sergio Sollima, o filme foi o primeiro de uma série de três westerns do obscuro diretor, quase desconhecido internacionalmente, a alcançar fama. O longa destacou-se invasão de produções italianas, então feitas aos borbotões, graças ao equilíbrio entre as características mais marcantes do gênero e elementos narrativos originais, que garantem frescor ao resultado final.

    De fato, “O Dia da Desforra” é um dos poucos faroestes italianos que tenta investir, com sucesso, em uma veia mais autoral, sem se contentar em simplesmente repetir a receita clássica “cozinhada” por Leone. Sollima é mais generoso no uso de humor, e tem aspirações um pouco mais ambiciosas, no que se refere ao subtexto político. O uso de elementos cômicos dá leveza ao todo, ajudando a modular a tensão de uma perseguição que percorre quase toda a duração do filme, além de comentar e realçar certos aspectos políticos do enredo. Observe, por exemplo, a piada venenosa a respeito da quarta esposa do pastor mórmon cuja expedição os protagonista encontram, logo no início do segundo ato, e que se refere ao machismo latente daquele grupo religioso.

    O longa-metragem assume o caráter episódico de um road movie, tendo sido estruturado como uma série de esquetes em que protagonista e antagonista se encontram, a cada intervalo de 15 minutos, em um novo ambiente, povoado por grupos diferentes de personagens secundários. O herói é um arquétipo do faroeste espaguete: um caçador de recompensas (Lee Van Cleef) de mira infalível e coragem ilimitada. Ao contrário do misterioso personagem sem nome de Clint Eastwood nos filmes de Leone, porém, Jonathan Corbett tem um passado definido e um futuro promissor. Possui um código de ética rígido e tem até mesmo aspirações políticas.

    Durante uma festa patrocinada por um magnata (Walter Barnes), Corbett recebe a notícia de que Cuchillo Sanchez (Tomas Milian), um anônimo ladrão mexicano, acaba de fugir da cidade, após estuprar e matar uma garota de 12 anos. O pistoleiro logo se prontifica a realizar a caçada. Cuchillo de revela um bandido fácil de rastrear, mas bem difícil de capturar. Uma das grandes virtudes do longa-metragem é a relativa imprevisibilidade da narrativa, que inclui uma reviravolta no terceiro ato. A trilha sonora de Ennio Morricone também é muito boa, embora seja extremamente parecida (arranjos, escolha de instrumentos e até algumas frases musicais) com a inesquecível música de “Três Homens em Conflito”, o grande épico do estilo que Leone filmou alguns meses antes.

    Embora não seja tão estilista quanto o homônimo mais famoso, Sergio Sollima usa muito bem as paisagens esturricadas do deserto espanhol de Almeria. Ele filma os duelos de maneira bem parecida que Leone, intercalando planos fechados dos rostos dos pistoleiros com planos gerais em câmera baixa e profundidade de foco, quase sempre enquadrando um detalhe em primeiro plano (uma arma, uma mão, uma bota) e a cena propriamente dita ao fundo. A montagem, porém, é mais rápida e menos solene do que nos filmes de Leone. Aliada aos toques cômicos, esta característica contribui para dar uma dinâmica mais trivial e menos operística à produção.

    A química entre os dois atores principais também é muito boa. Van Cleef, sempre eficiente no estilo, nem precisa fazer muito esforço. Ele repete os cacoetes desenvolvidos para o já citado “Três Homens em Conflito”, utilizando até mesmo um cachimbo idêntico ao do outro filme para compor o personagem e injetar tensão às cenas de duelo. Tomas Milian rouba a cena construindo um Cuchillo como um esquivo ladrão de galinhas que prefere as facas aos revólveres (preferência que acaba gerando uma cena bem original, já perto do clímax). No todo, temos aqui um prato cheio para amantes do spaghetti western.

    O filme nunca foi lançado no Brasil em DVD, e é bem difícil de ser encontrado até mesmo nos Estados Unidos neste formato. Contudo, é possível achá-lo na Região 2 (Europa), em duas edições bem distintas. Uma delas, pobre, tem imagem de cores lavadas no formato widescreen letterboxed, com áudio em espanhol (Dolby Digital 2.0). A outra, também sem extras, tem imagem bem melhor (wide 2.35:1 anamórfica), também com áudio em dois canais (DD 2.0).

    – O Dia da Desforra (La Resa dei Conti, Itália/Espanha, 1966)
    Direção: Sergio Sollima
    Elenco: Lee Van Cleef, Tomas Milian, Luisa Rivelli, Fernando Sancho
    Duração: 105 minutos

    ***

    Fonte:

    http://www.cinereporter.com.br/dvd/dia-da-desforra-o/

  13. Toque do Janclerques Steffen
    EDITOR do vivagringo@gmail.com e que saiu em março de 2008:

    Blog simples e direto, feito por um dos maiores apreciadores do SW e que viu muitos deles, como eu, em cinemas poeiras deste mundo sem fim…

    Abrx Jan’

    ***

    “A trama principal de O DIA DA DESFORRA tem início quando Jonathan Corbett (Lee Van Cleef), um famoso caçador de recompensas com aspirações políticas, que topa de imediato perseguir um exímio atirador de facas mexicano Cuchillo Sanchez (Tomas Milian, simplesmente maravilhoso), quando passa a saber numa típica festa da alta sociedade local patrocinada por Brockston (Walter Barnes) que o sujeito é acusado de violentar e matar uma menina de 12 anos.

    Cuchillo não se demonstra nada difícil de ser encontrado, só que ele sempre arranja uma maneira de fugir por causa da sua invejável esperteza, enquanto Corbett continua tentando botar as mãos nele.

    Ainda inédito em DVD no Brasil, temos que nos conformar com essas versões nossas em dvd´r extraída das velhas sessões western da televisão.”

    Fonte:

    http://vivagringo.blogspot.com/2008/03/o-dia-da-desforra.html
    mrlx

  14. A trama principal de O DIA DA DESFORRA tem início quando Jonathan Corbett (Lee Van Cleef), um famoso caçador de recompensas com aspirações políticas, que topa de imediato perseguir um exímio atirador de facas mexicano Cuchillo Sanchez (Tomas Milian, simplesmente maravilhoso), quando passa a saber numa típica festa da alta sociedade local patrocinada por Brockston (Walter Barnes) que o sujeito é acusado de violentar e matar uma menina de 12 anos.

    Cuchillo não se demonstra nada difícil de ser encontrado, só que ele sempre arranja uma maneira de fugir por causa da sua invejável esperteza, enquanto Corbett continua tentando botar as mãos nele.

    Ainda inédito em DVD no Brasil, temos que nos conformar com essas versões nossas em dvd´r extraída das velhas sessões western da televisão.

    Fonte:
    http://vivagringo.blogspot.com/2008/03/o-dia-da-desforra.html

  15. Parabéns aos bravos pelo blog. Ótima qualidade. Surpreso com uma referência minha, também agradeço a lembrança…
    Abraços a todos…
    RAFAEL HQ.

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