Duna, Alejandro Jodorowsky

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De alguma maneira difícil de explicar, e isto só poderia ter acontecido mesmo nos anos setenta, o bruxo Alejandro Jodorowsky foi escalado pela 20th Century Fox para adaptar a grandiosa novela de ficção científica de Frank Herbert . Se antes, David Lean havia mostrado interesse no material, com o diretor de El Topo foram quatro anos de preparação e milhões de dólares gastos para uma visão que seria pouco fiel ao livro, de acordo com o próprio cineasta. Para o filme estavam confirmados Orson Welles, David Carradine e o surrealista Salvador Dali como um imperador louco que usaria uma privada de trono. Os cenários seriam de H.G. Giger, os efeitos a cargo de Dan O’Bannon (após Jodo e Douglas Trumbull terem quebrado o pau) e a música teria composições inéditas de Pink Floyd, Tangerine Dream e do Magma. Com o fim dessa sandice cinematográfica, Bannon e Giger foram se juntar a Ridley Scott (que por pouco não aceitou substituir Jodorowsky) em Alien – O 8º Passageiro. Depois, Duna chegaria as telas numa controversa versão produzida por Dino de Laurentis e conduzida por David Lynch. Vale lembrar ainda que diversos cenários e figurinos do abortado projeto foram reutilizados por George Lucas em Star Wars, assim como muitos técnicos que mais tarde viriam a fazer parte da Industrial Light & Magic.

Leandro Caraça,

originalmente escrito para o seu blog, Viver e Morrer no Cinema.

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