The Death and the Compass (1992), Alex Cox

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por Leandro Caraça

A BBC inglesa propôs para Alex Cox uma adaptação do romance La Muerte y la Brújula do escritor argentino Jorge Luis Borges. A obra, com fortes doses de romance policial e Kafka na composição, foi de início rodada como um filme de 55 minutos apenas que chegou a ser exibido na televisão inglesa e espanhola. Falta de fundos e problemas legais conspiraram contra a idéia de Alex Cox transformar o material existente num longa metragem. Somente quatro anos mais tarde, graças ao dinheiro ganho com o renegado The Winner, o filme teve os negativos recuperados e com cenas adicionais, chegou à duração de 96 minutos no total. The Death and the Compass é o mais rebuscado trabalho de Cox, com uma fotografia caprichada e cenografia elaborada. Ambientado num futuro governado por forças opressoras e com as ruas repletas de criminosos, a história é narrada por Treviranus (Miguel Sandoval, presença comum nos filmes de Alex Cox), chefe de polícia que se junta ao detetive Erik Lonnrot (Peter Boyle) para capturar Red Scharlach, uma misteriosa figura que pode estar por trás de uma série de assassinatos ligados a um culto cabalístico. O diretor costura bem cenas antigas com novas de maneira imperceptível, e mostra firmeza ao fazer uso da tática de cinema guerrilha em algumas tomadas. É uma pena que seja um trabalho pouco conhecido, assim como quase tudo que Cox fez a partir dos anos 90, quando deixou de interessar a críticos e formadores de opinião.

3 cleef e meio

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