Rajada de Fogo (Once a Thief, 1991), John Woo

por Ronald Perrone

Rajada de Fogo tem uma certa importância especial para a carreira de John Woo, não em relação ao filme em si, mas por proporcionar a continuidade de seu trabalho no cinema. Woo havia acabado a parceria com Tsui Hark; montou sua própria produtora cujo primeiro filme, Bala na Cabeça, embora seja uma grande obra, não foi um sucesso comercial; precisava urgentemente de um filme seguro, que não precisasse correr riscos e que tivesse um bom retorno financeiro. Contratou dois atores com quem já havia trabalhado antes e que possuíam grande apelo popular, Chow Yun-Fat  e Leslie Cheung, desenvolveu um enredo simples sobre roubo de obras de artes, incrementou com cenas de ação eletrizantes, acrescentou toques de melodrama adicionados de um humor pastelão. Acabou acertando em cheio. Rajada de Fogo é um dos filmes mais comerciais de John Woo, um interessante híbrido de ação e comédia que garantiu um público amplo nos cinemas. O filme é, realmente, bastante divertido, embora algumas situações de comédia não funcionem tão bem no meio dessa mistura toda. Os atores estão ótimos, em especial a dupla protagonista, com o falecido Leslie Cheung bastante carismático e Chow Yun Fat totalmente à vontade em seu papel, que carrega boas doses dramáticas e cômicas durante o decorrer da estória. E ainda há a bela Cherie Chung se colocando no meio do triangulo amoroso, embora a força narrativa se concentre na amizade dos dois protagonistas.

Rajada de Fogo, no fim das contas, não chega a ir muito longe dentro da filmografia de Woo, mas é um entretenimento agradável que atende as expectativas do publico menos exigente e não deixa de divertir os fãs do diretor. O filme rendeu quatro vezes mais que seu trabalho anterior, Bala na Cabeça, e permitiu que Woo realizasse sua obra prima, Fervura Máxima, e preparasse para o seu exílio nos Estados Unidos.

4 thoughts on “Rajada de Fogo (Once a Thief, 1991), John Woo

  1. Lembro que haviam cenas tensas que eram bem cômicas (ou vice-versa), incluindo uma ao som da valsa Danúbio Azul. É um bom filme, mas ao contrário dos mais famosos do diretor, nunca tive vontade de rever.

  2. nossa cara, esse eu via bastante na Band, umas 30 vezes quando passava, é uma pena que não passe mais, as cenas de ação e cômicas são, muito boas, muito bom.

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