JUST BEFORE DAWN (1981)

Just_before_dawn

por Alana Phibes

Muito mais que um Slasher

Just Before Dawn, o terceiro filme da carreira de Jeff Lieberman (e considerado seu preferido entre toda sua filmografia) é um filme focado muito mais no suspense e na bela ambientação, do que em mortes frequentes e sangrentas. A principal influência do diretor, segundo ele mesmo, seria o clássico Amargo Pesadelo (Deliverance) de 1972. E realmente tem alguns pontos em comum. Filmado num parque no Oregon, tem como protagonistas o quinteto de jovens Chris Lemmon (filho de Jack Lemmon), Gregg Henry, Deborah Benson, Jamie Rose e Ralph Seymour, que na busca por um lugar para acampar, se deparam com o clássico aviso para não o fazer por aquelas bandas, feito por Ty (Mike Kellin), um bêbado que vagava pela estrada. Mas é claro que eles não lhe dão ouvidos e continuam sua busca. A diferença da maioria dos slashers envolvendo jovens e matagais, em que a moçada só quer saber de trepar e fumar maconha, é que aqui o pessoal quer mesmo é curtir o acampamento, explorar e fotografar o belo lugar.

beforedawn

O que vem a seguir é uma sequência de suspense crescente com poucas, mas eficientes aparições do “perigo” da floresta, que nada mais é que o próprio ser humano, o que poderia remeter a Quadrilha de Sádicos (The Hills Have Eyes), exceto que a família mostrada não tem nenhuma deformidade. Os poucos diálogos aumentam e prolongam a sensação de “estamos-sendo-vistos-e-seguidos”, e a trilha sonora muito bem pontuada (feita por Brad Fiedel, que seria melhor conhecido por suas futuras trilhas para a franquia O Exterminador do Futuro) deixa no ar uma maior casualidade na história, diferente de alguns filmes do gênero, que abusam dos efeitos sonoros para criar o “momento” em que algo ruim vai acontecer. Nâo é o caso aqui. Nesse filme o diretor realmente te pega de surpresa, sem avisos, apenas pequenos detalhes que são reconhecidos da curta introdução (não quero revelar os fatos para não estragar as surpresas) antes dos créditos inicias, onde o “perigo” é mostrado.

Enfim, apesar de algumas similaridades, realmente não consigo ver esse filme como um slasher comum; o desenvolvimentos dos personagens, mais notadamente o da loira Constance (Deborah Benson) e a interação entre eles é muito boa, as cenas de morte são discretas(sem serem menos aterrorizantes por isso), e muito é deixado a cargo da imaginação do espectador. Bem acima da média das produções da época.

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