O PAGAMENTO (Paycheck, 2003), John Woo

por Leandro Caraça

Uma década inteira em Hollywood fez estragos em John Woo. O Pagamento só não representa o ponto mais baixo de toda sua carreira por causa das suas experiências na televisão americana (Missão Secreta, The Robinsons: Lost in Space). Baseado num curto conto de Philip K. Dick, o filme mostra Ben Aflleck como um especialista em engenharia reversa, que acaba contratado para um serviço de três anos. Após isso, ele terá a memória deste período apagada. Terminado o serviço, ele vai coletar a grana, mas para seu infortúnio ao invés do dinheiro recebe apenas alguns objetos… que foram deixados por ele mesmo. Enquanto tenta resolver o enigma, precisará escapar das pessoas que estão tentando matá-lo por alguma razão. A partir de uma premissa bastante interessante, Woo comanda o filme no piloto automático. Resulta numa obra desprovida de emoção, com cenas de ação genéricas e o aspecto de ficção científica totalmente mal aproveitado.

Se a opção de Ben Aflleck como protagonista é um erro completo, o resto do elenco não é de se jogar fora (Aaron Eckhart, Paul Giamatti, Uma Thurman, recém-saída de Kill Bill). Mas nem mesmo eles são capazes de injetar alguma vida, e no final, O Pagamento se tornou uma das três bombas que Aflleck estrelou em 2003. As outras foram Demolidor – O Homem Sem Medo e Contrato de Risco – sendo que neste mesmo ano tomou um pé na bunda da sua então noiva Jennifer Lopez. Chega a ser constrangedor ver um cineasta como John Woo reduzido a um reles diretor de aluguel como acontece aqui, enquanto diretores como Walter Hill (em O Último Matador) e Alain Corneau (em Os Profissionais do Crime) conseguiram a proeza de montar espetáculos baseados no cineasta chinês, mas sem perder as suas identidades.

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O DOMADOR DE DRAGÕES (The Dragon Tamers, 1975), John Woo

por Leandro Caraça

O segundo longa metragem de John Woo continua sendo um dos itens mais raros de sua filmografia. Sem um lançamento oficial em formato DVD, as poucas edições existentes são tiradas de velhas fitas VHS. Costumava ser exibido nas madrugadas da Rede Globo na metade dos 90, quando Woo se tornou the next big thing em Hollywood. O difícil acesso ao filme é curioso, pois temos aqui um dos melhores exemplares da fase inicial do chinês. Em O Domador de Dragões vemos um diretor totalmente a vontade, mostrando uma grande evolução em relação ao seu filme de estréia. Na história, Carter Wong (Os 18 Homens de Bronze, Os Aventureiros do Bairro Proibido) é um estudante chinês de artes marciais que viaja até a Coréia do Sul para desafiar um grande mestre de taekwondo (Ji Han Jae, um dos maiores lutadores de hapkido da história). Chegando ao local, torna-se um aliado de James Tien (O Dragão Chinês), outro instrutor de taekwondo, na luta contra um grupo de praticantes de karatê (sempre eles) que planejam se apossar de todas as escolas de artes marciais da região. John Woo capricha na edição e nos closes para enfatizar os duelos, e ainda contou com a colaboração de Jackie Chan como coordenador de dublês. Sammo Hung também pode ser visto fazendo ponta como um dos capangas de Yang Wei (ator constante nas produções da Golden Harvest). O destaque é que no confronto final, James Tien terá que enfrentar a perversa irmã do vilão, a verdadeira chefe da quadrilha, numa batalha com direito a facadas e ossos quebrados. Além disso, uma vez que Tien é o instrutor de um grupo de belas mulheres, o filme não perde a chance de mostrar momentos apelativos. Em especial, a sequência de abertura com lutadoras rivais de karatê e taekwondo literalmernte saindo no tapa e rolando na lama (com seios à mostra filmados em câmera lenta).

O MATADOR (The Killer, 1989), John Woo

por Ronald Perrone

Sei que estamos retornando agora com o blog, fazendo um especial SAM PECKINPAH, mas ainda dá tempo para algumas pequenas anotações sobre filmes de diretores que ficaram faltando. O Matador, de John Woo, foi um deles e não dá pra ignorar uma obra prima como esta. Apesar de Woo ter começado a solidificar a sua reputação como diretor de ação em filmes como Alvo Duplo (1986), foi o sucesso internacional de O Matador, lançado três anos depois, que consolidou de uma vez por todas o nome do diretor no mercado internacional como um autêntico mestre do gênero.

O filme é um drama pra lá de meloso recheado com bastante sequências de ação exageradas. É sobre um assassino profissional sentimental, interpretado por Chow Yun Fat, que tenta juntar dinheiro, realizando uma série de assassinatos, com a intenção de pagar o transplante de córnea de uma cantora que ele cegou acidentalmente durante um de seus trabalhos. Qualquer semelhança com o clássico Luzes da Cidade não dever ser coincidência, já que Woo é fã confesso de Chaplin. Além do assassino, a trama divide seu tempo com um policial, vivido por Danny Lee, cuja missão é justamene capturar o matador do título, embora o sujeito passe a ter um profundo respeito por seu oponente.

As muitas cenas de ação alucinantes seguem à risca o estilo que Woo ajudou a criar, o Heroic Bloodshed, onde os personagens empunhavam uma pistola em cada mão e não economizam balas para enfrentar seus inimigos, mesmo que para isso tivessem de realizar as mais diversas acrobacias, como saltos, cambalhotas ou derrapar deitado de costas ao chão, sempre atirando, sem recarregar, uma quantidade de munição que seria o suficiente para um soldado americano enviado ao dia D na segunda guerra mundial. O tiroteio final é um dos mais representativos da carreira de Woo, com a ação se passando dentro de uma igreja e vários elementos característicos de seu cinema – balas, corpos e pombos – voando freneticamente pelos enquadramentos.

Missão Secreta (Once a Thief, 1996), de John Woo

por Osvaldo Neto

Missão Secreta é uma refilmagem para TV do filme original de 1991, feita entre O Alvo e A Última Ameaça. Trata-se de um filme de assalto que fica muito a dever, principalmente em ação, especialidade do diretor. Não há um mísero tiroteio decente. “O que raios deu na cabeça de John Woo?” parece ser a pergunta correta a se fazer.

Também não existe nada que o diferencie de outros quinhentos telefilmes medíocres feitos no Canadá. Nem mesmo os lampejos óbvios de criatividade do diretor espalhados aqui e ali conseguem salvá-lo do esquecimento. Woo também atua como produtor executivo do projeto, um piloto para uma série a ser vendida para a FOX. O estúdio recusou, mas o seriado acabou nas mãos da CTV (Canadian Televison Network) e durou uma única temporada com 11 episódios.

A Última Ameaça (Broken Arrow, 1996), de John Woo

por Ronald Perrone

Quem reclama do cinema ocidental de John Woo ou é preconceituoso ou não sabe se divertir com filmes que se assumem como uma grande brincadeira inverossímil em forma de ação. Em A Última Ameaça, temos explosões nas mais diversas escalas, tiroteios infinitos, trens se chocando, lutas em cenários impróprios, é ação do começo ao fim num espetáculo de coreografias estilísticas que John Woo inventou e reinventou a cada filme.

Claro que se formos analisar a carreira de Woo, A Última Ameaça se encontra numa fase que precede o seu declínio. Em comparação com seus trabalhos orientais, é inferior; mas com os filmes realizados após A Outra Face, é um ótimo exemplar de ação exagerado, descerebrado, que não ofende aquele espectador cujo desejo é apenas relaxar em companhia de um ótimo passatempo fílmico.

tumblr_n7q0wlPq2o1tecqmdo1_1280A Última Ameaça foi o primeiro grande sucesso do diretor em solo americano, após estrear em O Alvo, com Jean Claude Van Damme, o qual teve uma bilheteria mais discreta. Acostumado a orçamentos pequenos quando trabalhava em Hong Kong, Woo aproveitou muito bem o dinheiro, o bom elenco encabeçado por John Travolta e Christian Slater e contratou um roteirista que sabe desenvolver entrechos intensos de ação, Grahan Yost, o mesmo de Velocidade Máxima, que é fraco e limitado, na minha opinião, apesar do mote prender o público até o fim.

Travolta interpreta um major do exército americano que resolve roubar uma bomba atômica para chantagear o governo, conseguir uma grana e se aposentar com um trocado no bolso. Que trabalheira! Será que não havia uma forma mais fácil de conseguir isso? Mas tudo bem… Após conseguir a bomba, ele e seus capangas fogem pelo deserto do estado de Utah.

118_13_screenshotNo seu encalço está o oficial mais jovem e inexperiente vivido por Slater, quando ainda dava algum valor pela sua imagem, antes de estrelar filmes como Alone in the Dark, de Uwe Boll. O filme é basicamente essa trama de gato e rato pelo deserto, com Slater comprometido a impedir Travolta a qualquer custo. Uma baboseira, eu sei, mas um picadeiro perfeito para John Woo delirar em sequências de ação de encher os olhos.

A última Ameaça faz um inventário de todos os elementos que funcionam num filme de ação e joga na tela a cada 5 minutos. Quase não dá tempo de respirar e é isso que constitui o que há de mais saboroso no filme. A maioria daqueles que consideram John Woo um dos maiores gênios do cinema de ação (como eu, até), fica com o pé atrás num filme como este aqui, alegando que o diretor se ocidentalizou e etc. Claro que Woo teve de fazer concessões, mas estão lá todos os subsídios que formam o seu estilo. Até mesmo em seu piores trabalhos ele permanece fiel a suas peculiaridades deixando bem claro que ainda tenta fazer o melhor, embora não tenha funcionado todas as vezes nos últimos anos.

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Red Cliff 2 (2009), John Woo

Por Otávio Pereira

Red Cliff Pt. 2 possui o mesmo padrão de qualidade visual do primeiro. Aqui o foco principal é a guerra em si, deixando o lado político para segundo plano. Woo mostra não apenas as batalhas, mas também o comportamento dos guerreiros, num olhar atento aos personagens antes e após cada combate. Possui ainda muitos jogos de estratégia e inteligência de guerra, porém fiquei decepcionado com o desfecho por alguns motivos, são eles:

1 – Em vários momentos o filme deixou de ser sério, incluindo situações cômicas que não funcionam.

2 – Novamente foi utilizado o clichê de inserir um personagem feminino como se fosse masculino. Esse personagem é um espião que passa dias infiltrado na tropa inimiga sem ninguém notar a diferença, acho isso um absurdo.

3 – As cenas de batalha se tornam repetitivas e similares as do primeiro filme, não apresentando novidades.

4 – Até então, o filme não trazia nenhum momento fora do normal como personagens voando no estilo O Tigre e o Dragão ou Herói, mas em um momento particular do final a batalha se torna exagerada, destoando do clima restante.

Como podem ver não são grandes e nem tantos motivos, mas a expectativa criada pela primeira parte não foi correspondida e Red Cliff Pt. 2 deixou a desejar. Continua sendo um bom filme, e pra quem viu a primeira parte torna-se mais do que obrigatório para que se conheça a conclusão da história.

A Batalha dos 3 Reinos ( Red Cliff, 2008), John Woo

Por Otávio Pereira

Depois do insucesso de seus últimos filmes em Hollywood, John Woo retorna a China, mais precisamente à China feudal de suas primeiras obras, de forma grandiosa e poética, retratando os eventos históricos acontecidos no período dos Três Reis. Temos um excelente elenco composto por Tony Leung, Takeshi Kaneshiro, Fengyi Zhang, Shido Nakamura e muitos outros.

Todos os elementos trabalhados em outras obras de John Woo estão presentes, desde a amizade e respeito, coragem e heroísmo, covardia e traição e seus famosos pombos brancos, que aqui possuem um papel importante na história (e não meramente ilustrativos ou simbólicos como de costume).

Red Cliff possui uma beleza fora do comum, sua narrativa cadenciada, as belas paisagens, os figurinos e a direção de arte são de tirar o chapéu. Tudo acompanhado por uma ótima trilha sonora e excelentes atuações. As cenas de batalhas formam um espetáculo à parte, tudo muito bem editado e grandioso, deixando vários épicos para trás. O uso da tecnologia de CGI foi utilizado de forma eficaz e não exagerada, não permitindo artificialismo nas batalhas.

A história possui inúmeros personagens, mas os mesmos são apresentados de forma gradativa de acordo com sua importância; todos possuem características fortes, mas não estereotipadas.

Para alguns o filme pode se tornar cansativo, por mesclar cenas de batalhas com as de intriga política, mas para mim tudo está bem equilibrado, e sua narrativa e exposição dos fatos estão em perfeita sincronia. O único motivo, em minha opinião, de Red Cliff não levar nota máxima é o de não ter um final, acabando abruptamente deixando-nos a ver navios esperando a continuação, que pelas expectativas criadas pela obra deveria ser igual ou superior. Se Woo estendesse o filme e chegasse ao final sem precisar de uma segunda parte seria uma obra-prima.

Códigos de Guerra (Windtakers, 2002), John Woo

por Leandro Caraça

Deveria ter sido o filme que restauraria o nome de John Woo para seus antigos fãs e a sua definitica consagração nos EUA. Uma aventura de guerra à moda antiga, os costumeiros temas de honra e lealdade e a volta de Nicolas Cage e Christian Slater. Tudo mudou durante a pré-produção com os ataques terroristas de 11 de setembro. De repente, filmes de guerra perderam a predileção do público e Códigos de Guerra foi tratado como um elefante branco pelo próprio estúdio que o produzia. Mais tarde quando a opinião pública americana pedia sedenta por uma intervenção militar no Iraque, o filme de Woo havia naufragado nas bilheterias. É uma pena, pois se trata do melhor roteiro que o chinês pegou nas mãos desde que aportou nos EUA. Cage e Slater são dois oficiais americanos durante a Segunda Guerra que precisam, de qualquer forma, proteger dois soldados de origem navajo que transmitem códigos militares em sua língua nativa. Proteger também siginifica matar aos dois subalternos antes que eles sejam capturados pelos inimigos japoneses, que desta foram teriam a chave para decodificar as mensagens. Muitos reclamaram do tom racista (I’m here to kill japs !) e das imagens de arquivo em P&B enxertadas na narrativa, coisa muito comum nos velhos filmes do gênero. Não foram capazes de enxergar o tom humanitário que John Woo vai ao pouco acrescentando aos personagens mais detestáveis, como o protagonista interpretado por Cage em um dos seus melhores papéis na década. As situações chegam a lembrar clássicos do calibre de O Inferno é Para os Heróis de Don Siegel e A Cruz de Ferro de Sam Peckinpah, mas sem alcançar a nível deles. O filme pode não ter ajudado a mudar a triste situação de John Woo em Hollywood, mas serviu para nos lembrar do grande diretor que pode ser quando tem a oportunidade. As ótimas cenas de ação e o belo final, citando John Ford, apenas comprovam isso.

Missão: Impossível 2 (Mission: Impossible 2, 2000), John Woo

por Leandro Caraça

John Woo já estava totalmente assimilado por Hollywood quando Missão: Impossível 2 estreou. Também nesta altura, a versão cinematográfica do antigo seriado televisivo havia se transformado numa mera desculpa para o astro Tom Cruise ficar se exibindo para suas fãs. Depois de matar e sujar o nome do velho protagonista (Jim Phelps), o ator/produtor jogou às favas o antigo esquema da série e fez do longa quase que um show particular, estrelado pelo seu enorme ego. Escrito pela dupla Ronald D. Moore e Brannon Braga – responsáveis em parte pelo declínio da franquia Star Trek – e roteirizado por Robert Towne, o filme tenta parecer mais inteligente do que ele realmente é. O que salva o Missão: Impossível 2 é a direção dinâmica de Woo e a providencial ajuda do montador Stuart Baird, que foi chamado às pressas na edição final. Se por um lado chega a irritar o desperdício de atores e personagens (Sir Anthony Hopkins é apenas um chamariz e Thandie Newton deve ser a ladra mais incompetente que já existiu), a mão segura do diretor garante a dose necessária de adrenalina. Os tiroteiros, as piruetas e as lutas são todas encenadas de forma impecável e claro, há espaço para Woo citar diversas obras de Hitchcock, além do clássico musical Amor, Sublime Amor de Robert Wise. Missão: Impossível 2 pode não ter a inteligência e sofisticação do anterior assinado por Brian de Palma. Contudo, não é impessoal e com cara de produto de TV como se mostrou o posterior de J.J. Abrams. Longe de ser a melhor coisa que o John Woo fez em solo americano, esse veículo para Tom Cruise é perfeito para se desperdiçar duas horas comendo pipoca e contando o número de cenas em slow motion.


Missão Impossível 2

A Outra Face (Face/Off, 1997), John Woo

por Bruno Martino

Se o melhor filme de John Woo na China é Fervura Máxima, eu diria que o equivalente na sua fase americana é A Outra Face, pois sintetiza tudo que é o cinema de Woo, e onde o diretor pôde se soltar mais. Aqui um agente do FBI, Sean Archer (John Travolta), caça impiedosamente o terrorista Castor Troy (Nicolas Cage). Após uma emboscada onde coloca o meliante em coma, Archer descobre um plano de detonação de uma bomba e para saber a localização da mesma deve se infiltrar na prisão e tirar a informação do irmão de Troy. Só que o único jeito é fazer uma operação revolucionária onde trocaria de rosto com seu arquiinimigo. Na cadeia já com o rosto do terrorista descobre o paradeiro da bomba, só que Troy acorda do coma e transplanta o rosto de Archer para seu corpo. Dá-se então um jogo de gato e rato onde Troy assume a vida de Archer e este tem que caçar Troy e reaver sua identidade.

As cenas de ação podem não chegar no nivel das de Fervura Máxima ou Alvo Duplo 2 por exemplo, mas pra mim A Outra Face é o melhor filme americano de Woo (confesso que o único que não vi ainda foi Códigos de Guerra por puro desleixo). Com ótimas seqüências, como a do tiroteio na mansão ao som de Over The Rainbow da trilha de O Mágico de Oz (aqui num cover da Olívia Newton John!!), a cena em que os dois personagens miram para os espelhos e encaram seus reflexos (e no caso a imagem de seus inimigos) e a seqüência final passada numa lancha, A Outra Face não faz feio.

O desdobrar das situações geradas pelas trocas de identidades também é interessante, como Troy/Archer ensinando a “filha” a enfiar a faca em malandros e Archer/Troy se drogando no esconderijo dos bandidos. De resto, tudo do cinema de Woo está lá: tiroteios emocionantes, personagens abalados com uma tragédia do passado, heróis com uma arma em cada mão e vilões de sobretudo preto. Tem até uma cena numa igreja com direito a mexican standoff (quando vários personagens apontam armas uns pros outros) e pombos voando. De bônus ainda tem vários coadjuvantes legais: Nick Cassavetes, CCH Pounder, Gina Gershon ,Thomas Jane, Colm Feore e muito mais. Apesar do tema troca de rostos trazer um ar fantástico que em alguns momentos parece não se encaixar na realidade do filme, em nada compromete o resultado final.