ILHA DOS MORTOS (Survival of the Dead, 2009), George A. Romero

por Caio de Freitas Paes

Tem muita gente que acha que Romero perdeu a mão pra filmar. Diary of the Dead, um de seus últimos filmes, não é dos melhores, mas mesmo assim, um homem como Romero requer todo respeito que merece. E Survival of the Dead, de 2009, serve pra calar a boca de muita gente. Com uma direção segura, Romero conta mais uma ótima história de um mundo pós-apocalíptico repleto de zumbis.

Desta vez, todos os dramas se centram em uma ilha afastada do continente, local polarizado por duas famílias que se odeiam: os Muldoon e os O’Flynn. Logo no início do filme, o patriarca Patrick O’Flynn (Kenneth Walsh) é banido da ilha por ter o “culhão” necessário para matar os infectados. Seamus Muldoon (Richard Fitzpatrick) acredita que um dia surgirá uma cura, e preza que os infectados sejam mantidos presos – apenas aqueles que sejam conhecidos, pois os forasteiros merecem uma bala na testa. Nessa complexa relação ainda se insere a filha de O’Flynn, Jane (Kathleen Munroe), contrária aos assassinatos do pai e ao comportamento de Muldoon, e o grupo de sobreviventes militares liderados pelo sargento “Nicotine” Crockett (Alan Van Sprang).

Como sempre, Romero trabalha muito bem com os dramas e conflitos entre os personagens humanos de seus filmes de zumbi. Neste, se pode perceber como o temperamento e a intolerância humana ultrapassam quaisquer barreiras em qualquer situação: dois velhos rabugentos não se importam em colocar vidas de familiares em risco pelas suas teimosias.

Tal qual um Napoleão que retorna de seu exílio em Elba, O’Flynn chega novamente à ilha para resolver de uma vez por toda as rusgas com o velho Muldoon. Simultaneamente, Romero recorre a uma técnica que já utilizara várias vezes: a do zumbi que ainda tem um resquício de consciência humana. A personagem Janet, já infectada, caminha livremente cavalgando seu cavalo, sem devorá-lo, sem sucumbir ao primitivismo do restante dos zumbis. Ao fim, Romero reforça sua visão negativista e, com seu talento, nos deixa embasbacados. Afinal, há certas coisas que perpassam a barreira da vida e da morte.

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DIÁRIO DOS MORTOS (Diary of the Dead, 2007), George A. Romero

por Caio de Freitas Paes

É triste admitir, mas os tempos passam, e nem sempre nossa obra mantém sua qualidade e constância. Tendo isso em vista, Diário dos Mortos, de 2007, não está nem aos pés das grandes obras do mestre zumbi George A. Romero. A trama mostra um apocalipse zumbi visto pelo prisma de nossa sociedade altamente tecnológica e globalizada, mostrando um grupo munido de câmeras, notebooks, celulares e afins buscando a sobrevivência. No entanto, Romero tenta mostrar os acontecimentos de forma documental, como se víssemos apenas o que os jovens estudantes de cinema tivessem captado através de suas lentes. Há alguns elementos comuns à grande obra de Romero, como o questionamento sobre valores éticos em meio ao caos provocado pela praga zumbi; esta indagação é personificada no pretenso cineasta Jason [Joshua Close], que escolhe renunciar seus vínculos com a humanidade em prol de seu filme (a obra se chama “Death of Death”), pois acredita que no final não haverá nada que valha sua sobrevivência – nem mesmo sua namorada, Debra [Michelle Morgan].

No fim das contas Romero erra a mão, pois o formato mockumentary é bem chato, e seus personagens não possuem força e carisma suficiente para atrair o espectador, que acaba não se importando com as discussões propostas pelo renomado diretor – vide o personagem amish, completamente mal trabalhado. Por mais que haja a crítica à sociedade que se importa mais com um vídeo sobre zumbis do que com seus amigos mais próximos – como pode ser bem observado no momento em que o curta de Jason obtém 72 mil visitas em poucos minutos -, Romero se perde durante o longa. A atuação do elenco prejudica bastante a obra, repleta de efeitos especiais desnecessários – explicados somente pelo status quo de Romero, que resolveu gastar dinheiro da produção em efeitos computadorizados ao invés de um trabalho de maquiagem mais eficiente. Diário dos Mortos vale apenas para os fãs mais ardorosos de Romero, daqueles que amam qualquer coisa que um artista lance, independentemente de sua qualidade.

TERRA DOS MORTOS (Land of the Dead, 2005), George A. Romero

por Caio de Freitas Paes

Tem muita gente que acha que Romero está velho demais, já disse tudo que tinha que dizer. Em 2005, nosso bom velhinho realizou Terra dos Mortos, no qual, mais uma vez, o apocalipse zumbi é o pano de fundo pra se discutir um pouco a respeito sobre o comportamento humano. Desta vez, há uma grande cidade, na qual vivem boa parte dos sobreviventes da praga zumbi. Ali, claro, há empresários e homens poderosos, que se aproveitam destas condições para continuar propagando a ganância humana – alimentando a plebe com violência, vícios, sexo, etc.

O que realmente se destaca no filme é a trajetória do grande zumbi (creditado pelo IMDB como “Big Daddy”), uma espécie de “messias” dos mortos-vivos. Dantes apenas corpos movidos pela fome de seres humanos, Big Daddy se destaca por sua inteligência, e naturalmente se torna o líder dos zumbis. É ele quem comanda a grande invasão à cidade.

De resto, Romero cria, mais uma vez, um bom filme – com boas doses de ação, sangue e tripas. As trajetórias dos protagonistas humanos, como Simon Baker, Asia Argento, John Leguizamo e Dennis Hopper, são bem construídas. Suas relações e motivos que os levam à sobrevivência são bem conduzidos por Romero, com certeza. Agora, bem, você pode ver o filme e se questionar: mas o Romero já não havia feito isso? Já não nos contou esta história? Eu não tenho dúvidas: antes Romero continuar trabalhando suas fábulas pós-apocalípticas de modo satisfatório, do jeito que só ele sabe fazer, do que a maioria dos outros filmes de zumbi que vemos sendo lançados aos montes por aí.

DIA DOS MORTOS (Day of the Dead, 1985), George A. Romero

por Davi de Oliveira Pinheiro

Dia dos Mortos está dois passos à esquerda da porta da locadora. A caixa da fita VHS chama sempre a atenção quando entro. Tenho menos de dez anos; alugar filmes é ritual diário entre eu e meu pai. Dia dos Mortos é território aparentemente proibido, já que nunca se discute e sempre que me aproximo sou levado a crer que não devemos assistir. Vi Creepshow, Cavaleiros de Aço, Martin e Instinto Fatal. Por que o medo de assistir a Dia dos Mortos?

O filme se torna mito e na adolescência me desaponta. Considero o pior filme da trilogia. Revisito anos depois, sob a influência de Isidoro B. Guggiana, futuro produtor, e se torna meu Romero favorito, ao lado do melhor vampiro da História do cinema, Martin. No entanto, mantém-se o questionamento: o que fascina na infância, repugna na adolescência e agora desafia a compreensão?

Já advoguei em favor das mensagens políticas nos filmes de Romero, porém considero os filmes de mortos-vivos do mestre do gênero pueris na expressão de eventos sociais. Todos caem numa superficialidade adolescente. Comunicam idéias acerca dos fatos, mas não transcendem uma discussão política entre indivíduos bem intencionados, sem conhecimento de causa.

É a perfeição técnica dos efeitos que me atraí ao filme? Sim. Gosto muito da maquiagem e, com certeza, é um dos grandes motivos que retornam os fãs aos momentos de carnificina. A qualidade, até hoje insuperável, inspira artistas a criarem suas próprias versões das criaturas concebidas por Tom Savini.

A resposta ao meu fascínio se encontra numa singela noção de ritmo e atuações competentes. Romero, diretor que se entrega ao desleixo na dramaturgia e beira o amador em muitos de seus filmes, constrói tensão e desenvolve, com a clareza dos bons contadores de história, relacionamentos vívidos, mesmo que caricaturais.

Minha vida atual, profissional e artística deve muito ao reencontro instigado por Isidoro. Porto dos Mortos surge, em 2004, sob a égide da paixão por este Dia dos Mortos. O desejo de seguir os passos do mestre – e evitar copiá-lo – inicia uma experiência pessoal que, até hoje, sete anos após a fagulha inicial, faz parte do meu dia-a-dia.

O DESPERTAR DOS MORTOS (Dawn of the Dead, 1978), George A. Romero

por Leopoldo Tauffenbach

Passados dez anos após a realização de A Noite dos Mortos-Vivos o diretor George Romero já acumulava uma experiência cinematográfica bastante significativa, marcada pela extrema competência ao lidar com o gênero do terror. Mas seu novo projeto não poderia se comparar aos anteriores e exigiria outro nível de complexidade técnica e criativa, além retomar o tema dos zumbis que tinha consagrado Romero. O Despertar dos Mortos daria sequência a A Noite dos Mortos-Vivos com uma proposta muito mais ambiciosa. Era simplesmente uma questão de saber se Romero seria bem sucedido nesta nova empreitada ou se iria se afogar no próprio poço que cavou.

Ainda que O Despertar dos Mortos parta da mesma premissa de A Noite dos Mortos-Vivos – onde mortos são reanimados por razões misteriosas e passam a atacar os vivos – as diferenças entre os dois filmes já começam no orçamento. Dos módicos cem mil dólares usados na produção do primeiro filme passamos a um valor cinco vezes maior para a produção do segundo. Romero também conta com a ajuda do cineasta italiano Dario Argento na produção, que fica responsável por ajudar na captação orçamentária e pela montagem e posterior distribuição para o mercado internacional.

Romero e sua esposa Christine Forrest aparecem como funcionários de uma emissora de TV em pânico.

A história começa em uma estação de TV em pânico, realizando uma transmissão de emergência sobre a invasão dos mortos-vivos que assola o planeta. O casal Stephen e Fran, funcionários da emissora, planejam fugir usando um helicóptero. Ao mesmo tempo dois soldados da SWAT entram em confronto com inúmeros zumbis em um conjunto habitacional. O destino – e o roteiro – acabam então por juntar os quatro que partem de helicóptero em busca de algum refúgio seguro. Como no primeiro filme, os personagens só dispõem de vagas informações a respeito de possíveis lugares onde possam manter-se a salvo dos cadáveres ambulantes. Entre o incerto e o duvidoso, mais uma vez o destino – e o roteiro – coloca os personagens em um shopping infestado de zumbis. Diante da possibilidade de se isolarem em uma fortaleza consumista abastecida com todos os confortos que o capitalismo pode oferecer, eles lentamente vão conquistando o local. Entre pelejas e conquistas estratégicas, os quatro sobreviventes vão construindo um pequeno paraíso em meio ao inferno na Terra.

Zumbis vão às compras: não seriam os mortos-vivos a base da sociedade capitalista?

Como em todos os filmes do diretor, os monstros são personagens secundários. Romero prioriza as relações em condições extremas, sempre dando margem para que os personagens possam aflorar o que há de mais nobre e monstruoso na natureza humana. Seja nesta vida ou na anterior (ou posterior, dependendo do ponto de vista). Não é à toa que o shopping surge infestado de cadáveres. Justifica-se que todos tenham ido para lá por carregarem lembranças de suas vidas pré-zumbi. Sarcasticamente Romero sugere uma reflexão sobre a vida esvaziada de sentido diante de uma filosofia consumista. Mesmo vivos, aquelas pessoas que invadem os shopping centers do mundo já não estariam meio mortas? Operam automaticamente, diante de comandos primitivos de “compre aqui”, “mais barato” e “não perca nossas promoções” sem questionar nada. Provavelmente Karl Marx choraria de emoção e pavor se estivesse vivo para assistir a este filme, além de redigir um ensaio infinitamente melhor do que este vos escreve.

Fran (Gaylen Ross) fica indecisa entre tantas opções de consumo. Na utopia criada pelos personagens a sobrevivência deve vir acompanhada de todos os confortos da vida moderna.

E não vamos nos esquecer dos vivos. Estes, por sua vez, tomam cada parte do shopping como crianças em uma loja de doces. Deixam-se maravilhar por tudo aquilo que podem tomar sem pagar. Se em um primeiro momento a sobrevivência é prioritária, assim que a situação parece controlada eles podem dar-se ao luxo de montar seu pequeno refúgio com tudo o que há de bom e de melhor em termos de mobiliário, design e culinária. Abastecidos pela sensação de segurança e fartura material, os personagens sentem-se confortáveis para planejarem e agirem com mais confiança e precisão. Mas logo fica claro que a ilusão de segurança nos moldes pequeno-burgueses não resolve a situação em longo prazo. Fran revela-se grávida e o mesmo o shopping mostra-se insuficiente para comportar essa situação. E é nesse momento que o shopping é invadido por uma gangue de saqueadores, fazendo ruir o castelo das ilusões e obrigando os personagens a se depararem com a cruel realidade que nunca deixou de existir. Mais uma vez é impossível não divagar a respeito das dinâmicas nas grandes metrópoles, desta vez pensando no papel fundamental do muro que poupa a visão das classes mais abastadas da dita “feiúra” daquelas criaturas menos favorecidas. Intencionalmente ou não, Romero obriga o espectador minimamente mais esclarecido a se deparar como fato de que todos nós já lidamos com mortos-vivos em nossas vidas. Trata-se apenas de saber quem afinal de contas são os zumbis: os outros ou nós mesmos.

Os vivos e os mortos: perigosos saqueadores invadem o shopping e lembram aos personagens que a realidade ainda pode ser dura.

Vale lembrar que O Despertar dos Mortos foi refilmado em 2004 pelo “visionário” Zack Snyder, em sua estréia como diretor. Longe de se comparar ao original, sem sutilezas e com foco evidentemente maior nas cenas de ação e gore, Snyder conseguiu realizar a façanha de gerar um filme divertido e que mesmo distante da maestria do original não chega a ofendê-lo. Mas que fique claro que mesmo assim a obra de Snyder está abaixo da refilmagem de A Noite dos Mortos-Vivos realizada em 1990 pelo competente Tom Savini.

A NOITE DOS MORTOS VIVOS (Night of the Living Dead, 1968), George A. Romero

por Cesar Almeida

Se a história do cinema de Horror for dividida em duas eras, Horror Clássico e Horror Moderno, não há dúvidas quanto ao marco desta divisão. Em 1968, ano emblemático tanto culturalmente quanto socialmente, um jovem diretor de comerciais chamado George A. Romero capitaneou a produção independente de um pequeno filme que modificou o gênero Horror para sempre, além de promover uma revolução no modo de se fazer Cinema. Esta importante obra se chama A noite dos mortos vivos (Night of the living dead) e mostra uma assustadora visão do comportamento humano frente a uma catástrofe de proporções inimagináveis: a volta dos mortos ao mundo.

George A. Romero começou a dirigir comerciais para TV durante a faculdade e em pouco tempo fundava a produtora Image Ten ao lado dos amigos Russel Streiner e John A. Russo. Cansados da rotina dos comerciais, o trio teve a idéia de realizar um longa metragem de horror para tentar lucrar com o que eles chamaram de “sede pelo bizarro” da indústria cinematográfica. O grupo planejou uma história satírica de terror, que aos poucos foi tomando contornos mais sérios e apocalípticos. Com o roteiro finalizado, eles buscaram ajuda dos produtores Karl Hardman e Marilyn Eastman, com os quais começaram a levantar fundos para o projeto. O orçamento foi adquirido através da doação de dezenas de pequenos investidores, que ofereceram trezentos Dólares cada. Filmado ao redor de Pittsburg entre Junho e Dezembro de 1967, A noite dos mortos vivos contou com um elenco quase todo amador enquanto vários membros da equipe dividiam-se em diversas funções.

O roteiro pode parecer simples, porém há muito mais para se ver além do que aparece na tela. Um casal de irmãos, Johnny (Russel Streiner) e Barbra (Judith O’Dea), está visitando o cemitério onde seu pai está enterrado. Na hora de partir eles são atacados por um cadáver reanimado. Johnny é ferido gravemente na luta com a criatura e Barbra foge. Ela encontra abrigo em uma casa abandonada. Em seguida, Ben (Duane Jones) chega à mesma casa à procura de proteção. Após bloquear portas e janelas, eles encontram mais cinco pessoas escondidas no porão. Entre eles o paranóico e covarde Cooper (Karl Hardman), sua esposa Helen (Marilyn Eastman) e sua filha (Kyra Schon), que fora mordida pelos monstros. Com a casa cercada pelos mortos vivos canibais, eles testemunham o avanço da epidemia pelo país através da televisão. Ben e Cooper entram em atrito pela liderança do grupo e as tensões crescem ao ponto de colocar as vidas de todos em grave risco.

O tema “mortos vivos” não era novidade no fim dos anos 1960. Ele já freqüentava as telas do cinema desde os anos 1930, vide White Zombie (1933), com Bela Lugosi. O livro Eu sou a lenda (I am legend), escrito por Richard Matheson em 1957, modernizou bastante o assunto e influenciou muitos cineastas como Romero. A violência explícita com farta exibição de sangue e vísceras também era habitual na obra de cineastas como Herschell Gordon Lewis. Qual foi então a novidade apresentada por Romero? O ousado diretor injetou em seu trabalho uma farta dose de crítica social, algo sem precedentes neste gênero e até hoje pouco comum no cinema americano. A habilidade com que tratou de temas polêmicos como o racismo e o individualismo da sociedade garantiram à Romero a perenidade de sua obra. Em A noite dos mortos vivos a ameaça não tem origem, identidade, afeta a tudo e a todos. A sociedade é virada de cabeça para baixo e, atônita, torna-se uma ameaça a si mesma.

O elenco contém apenas dois atores profissionais: Duane Jones e Judith O’Dea. Um filme protagonizado por um negro e uma mulher era algo extremamente incomum no cinema americano da época. Suas atuações são naturais e cheias de força dramática. Alguns dos outros atores demonstram seu amadorismo, mas não chegam a comprometer o resultado final. Karl Hardman e Marilyn Eastman, casados na vida real, também tem ótimo desempenho em papéis marcantes.

Pedra fundamental do Horror Moderno, A noite dos mortos vivos teve um orçamento de $114 mil Dólares e rendeu internacionalmente uma bilheteria de cerca de $40 milhões. Por muito tempo ele foi o filme independente mais lucrativo já feito. Um erro grave cometido pela empresa encarregada da distribuição levou A noite dos mortos vivos a cair em domínio público. Portanto, a maior parte dos lucros obtidos não foi parar nas mãos de seus verdadeiros autores. Hoje, o mitológico trabalho de George A. Romero é campeão em versões para DVD além de ser o filme mais popular (com cerca de 450 mil downloads até Abril de 2008) no Archive.org, um site do governo americano que oferece downloads gratuitos de materiais em domínio público. Ao longo das décadas seguintes, Romero dirigiu quatro continuações de sua obra prima: Despertar dos mortos (Dawn of the dead – 1978), Dia dos mortos (Day of the dead – 1985), Terra dos mortos (Land of the dead – 2005) e Diário dos mortos (Diary of the dead – 2007), formando a série de Horror mais influente de todos os tempos. Os cinco capítulos desta lendária saga estão disponíveis em DVD e VHS no Brasil.

OBS: Texto originalmente escrito para o livro Cemitério Perdido dos filmes B, escrito pelo Cesar pela editora Multifoco, antes da realização de um sexto filme da saga dos zumbis de Romero, Survival of the Dead (2009).